Artigo- Homenagem ao Dia do Farmacêutico

O profissional que atua em prol da saúde pública

POR  – DIÁRIO DA MANHÃ
20/01/2016

É gratificante celebrar o dia 20 de janeiro sob diversas perspectivas. Como cidadã, percebo que o trabalho desenvolvido pelo farmacêutico é cada vez mais indispensável. Como profissional, por ver a ampla possibilidade de atuação no mercado de trabalho. E finalmente como representante classista, pela oportunidade de participar ativamente de cada conquista da categoria nos cenários estadual e nacional.

Comemoramos hoje o Dia do Farmacêutico. Sempre atento à saúde e ao bem-estar, era um profissional presente nas saudosas boticas. Ganhou espaço ao mesmo tempo em que adquiriu responsabilidades singulares. É o responsável por orientar os enfermos no uso racional de medicamentos. Também pode escolher entre quase 80 opções que o mercado oferece. Não foi uma conquista fácil. Publicações recentes do Conselho Federal de Farmácia ampliam ainda mais as possibilidades do profissional, que agora atua na realização de procedimentos estéticos invasivos não cirúrgicos (Resolução nº 573); podem prescrever medicamentos com finalidade terapêutica (nº 586) e adquiriu diversas atribuições clínicas.

A luta para garantir a presença do farmacêutico na farmácia é antiga, mas este cenário mudou recentemente. Depois de um movimento nacional da categoria, a Lei nº 13.021/14 alterou o conceito de farmácia no Brasil: farmácias e drogarias deixaram de ser meros estabelecimentos comerciais para se transformar em unidades de prestação de assistência farmacêutica, reiterando a obrigatoriedade da presença permanente do profissional, conforme já determinava a Lei nº 5.991/73. A novidade garantiu que apenas o farmacêutico pode exercer, nestes estabelecimentos, a responsabilidade técnica. Mais que vitória da profissão, a legislação priorizou a saúde do brasileiro.

O espaço do farmacêutico vai para além dos balcões de atendimento ao público. Seu peculiar conhecimento tornou-se necessário em indústrias de medicamentos ou alimentos, no controle de pragas, na toxicologia, em postos de saúde e até em hospitais. Nosso exercício diário é contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

A segurança do paciente nunca teve tanto destaque e isso também é motivo de alegria para toda a categoria. Nos próximos meses entra em vigor a Lei nº 13.236, que atuará no combate aos erros de administração de medicamentos. Na prática, obriga os fabricantes a obedecer a uma série de recomendações com vistas a evitar que o paciente utilize algum medicamento de forma equivocada. É um trabalho minucioso que necessitará da forte atuação de farmacêuticos desde a sua concepção – ali na indústria de medicamentos –, passando pelo controle de qualidade até chegar às farmácias e hospitais, quando o paciente terá contato com o produto de forma mais segura e orientada.

Lembramos hoje do profissional que atua em prol da saúde pública e faz desta missão o seu objetivo de vida. Lembramos daquele que a cada 20 de janeiro tem um avanço na área farmacêutica para celebrar, mas também tem ciência de que muito ainda precisa ser feito e trilha esse caminho com firmeza. Parabéns a todos os colegas de profissão!

 (Lorena Baía, representante do CFF no Conselho Nacional de Saúde e presidente do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Goiás)

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